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26/04/2018 - 11:01
EDUCAÇÃO PÚBLICA
Audiência sobre Ideb discutiu necessidade de avanço em políticas educacionais
Debate girou em torno de alternativas para melhoria do setor educacional
COMUNICAÇÃO/CMFI


A proposta de discutir o processo de ensino, mais especificamente, baseado no Índice de Desenvolvimento da educação básica, o IDEB, foi realizada na noite da última quarta-feira, 25 de abril, no plenário da Câmara Municipal.

A audiência foi aberta pelo Presidente da Casa, Vereador Rogério Quadros (PTB), conduzida pelo proponente, Celino Fertrin (PDT) e de parlamentar o Vereador João Sabino (Patriota). Marcaram presença no debate: Catia Ronsani Castro – Presidente da APP Sindicato; Elias Oliveira – Secretário de Assistência Social; Maria Aparecida Rice – Presidente do Sinprefi; Luiz Francisco Barleta Marchoratto – Promotor de Justiça; Ederson Dalpiaz- Diretor administrativo da Unifoz; Laênio Loche, psicólogo da Livre Pensamento Desenvolvimento Educacional; Dinorá Costa – Técnica responsável pela Educação Infantil; Flávio Pedrosa- Diretor de Planejamento do IFPR e Wilson Iscuissati – Ex-reitor da Unioeste.

Um dos expositores do debate, Laênio Loche, da Livre-pensamento Desenvolvimento Educacional, expôs alguns dados sobre o método do IDEB, a maneira como se avalia. “Muitas vezes se olha só para a prova Brasil como avaliação, o que é a última etapa de um processo didático. Não se analisam os métodos e as ferramentas”.

O ex-prefeito Paulo Mac Donald, memorando o período em que esteve à frete da gestão municipal, afirmou. “Nossa equipe da Secretaria de Educação fazia acompanhamento direto. A repetência, evasão acontecem todos os anos e isso influencia no IDEB. Nós víamos professores dando reforço, foi uma loucura. Nós demos prêmios para as escolas, o que os estimulou muito”.
“São experiências como essas apontadas aqui que são extremamente estimulantes. Eu que também trabalho com a educação vejo como é bom receber crianças. A educação é um instrumento de propulsão humana, liberdade”, relatou o Promotor Francisco Marchioratto.

“Os interesses marcam as disputas no campo da educação, hoje existe grande tentativa de privatização da educação. A educação é processo formativo. Minha maior dúvida enquanto professora é avaliar quanto uma nota corresponde ao aprendizado”, destacou a Professora Cátia Ronsani Castro, Presidente da APP Sincato.

Valorização do Professor

A Presidente do Sinprefi, Maria Rice, afirmou “hoje temos cursos de valorização dos professores, alguns investimentos em infraestrutura escolar, as coisas são construídas devagar. Quando se refere à questão de treinos, hoje as escolas têm reforços, temos a questão da inclusão, que é uma dificuldade do professor que não está preparado para atender o aluno especial.

O Secretário Municipal de Assistência Social, Elias Oliveira, afirmou “Primeiro: Ideb, Enem, Enade e Provinha Brasil os países fazem porque significa dinheiro, se o país não participar disso eles não recebem dinheiro internacional e eles estão pouco preocupados com a educação. Os problemas da nossa educação estão ligados a um golpe que o país sofreu que tentou destruir os cursos de licenciatura e fizessem normal superior. Precisamos entender em que condições esses professores estão, no que precisam ser capacitados. Nessa caminhada e trajetória de defendermos o plano decenal que caminha no processo de descentralização da assistência social tem papel fundamental de fortalecer essas famílias. A condição econômica familiar é fundamental sim”.

“Tivemos avanços na educação, quando colocadas na educação a filosofia e sociologia, que auxiliam no pensamento crítico do aluno. Temos de ter escolas com infraestrutura, com professores motivados, debatendo educação”, destacou o Presidente Casa, Rogério Quadros (PTB).

O proponente do debate, Vereador Celino Fertrin (PDT), finalizou a audiência destacando que devem haver outros debates sobre políticas educacionais na Casa de Leis.

Tribuna Livre

Sillvio Benitez, que estudou o Ideb como objeto de estudo mestrado, destacou “a conclusão da nossa pesquisa é que o Ideb não é um indicador confiável, ele apresenta fragilidades como falseamento dos seus resultados. Ele peca pelo reducionismo da avaliação”.

Silvana Oliveira, Professora da Unioeste, debateu o Ideb em sua base. “Ser especialista em educação é estudar esse fenômeno e não apenas trabalhar no ramo. O equívoco é pensar que Ideb é sinônimo de qualidade de educação. É preciso em primeiro lugar remunerar os trabalhadores desse país, equiparando com os demais profissionais com o mesmo nível de formação. Temos uma educação empresarial que não tem comprometimento com políticas educacionais. O índice de repetência cai em ano de realização de prova do Ideb e passa a subir no próximo ano e posso dizer que qualidade não oscila. Ele é um diagnóstico e de diagnóstico no Brasil nós estamos cheios”.

 
 
Tags da Matéria:   Câmara Foz; Educação pública; Audiência; IDEB; Educação; Políticas educacionais
 

 
 

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