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23/11/2017 - 12:36
ACESSIBILIDADE
Em novo debate sobre acessibilidade, população retoma reivindicações por ações concretas
“Construção do Plano Municipal da pessoa com deficiência será lançado no dia 11/12”, afirmou Secretário de Assistência Social
COMUNICAÇÃO/CMFI


As demandas e reivindicações por estruturas que permitem acessibilidade no município para as pessoas com alguma deficiência ou mobilidade reduzida, tiveram uma segunda oportunidade de discussão na Câmara Municipal. Na noite da última quarta-feira, 22 de novembro, houve a segunda audiência pública que discutiu o tema da acessibilidade com a comunidade Iguaçuense. A audiência foi proposta pela Vereadora Rosane Bonho (PP).

Dentre as críticas e ponderações, o Secretário Municipal da Assistência Social, Elias de Souza Oliveira, explanou: “Infelizmente percebemos que esse tema ainda não entrou na agenda pública. Desde que assumimos a gestão, nós nos propusemos a fazer um reordenamento dos serviços socioassistênciais e esse é um trabalho de ‘formiguinha’. Política do idoso; infância e adolescência e política da pessoa com deficiência são prioridades da nossa gestão”.

Uma informação importante foi levada ao público durante a audiência: o lançamento da construção do Plano Municipal da Pessoa com Deficiência. “No dia 11 de dezembro vamos fazer uma atividade de lançamento da construção de um plano municipal da pessoa com deficiência no nosso município. Essas questões são transversais e não apenas da Secretaria de Assistência. A área da pessoa com deficiência depende que a gente mude nossa concepção social sobre ela, então isso é uma questão política também”.

Outro ponto abordado pelo Secretário foi a devolução de recursos destinados a aplicação em alguma área específica. “A devolução de recursos públicos é incapacidade de gestão, não existe isso quando há uma gestão pública eficiente”, explanou o Secretário Municipal de Assistência Social, Elias de Souza Oliveira. Ainda segundo ele, um dos aspectos que o Poder Executivo tem tentado trabalhar em Foz é o fortalecimento do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. E, para finalizar sua explanação ele ressaltou “é necessário construir política pública com eles e não para eles. Isso eu aprendi alguns anos na área da Assistência social”.

“Infelizmente em Foz temos um lado triste que não temos acessibilidade em local nenhum. A cadeira faz parte de um corpo do cadeirante, ninguém tem direito de mexer nela, a pessoa precisa ter direito à livre mobilidade. Como está a acessibilidade para as pessoas chegarem aqui? Vejo que pouco tem sido feito ao longo desses anos. Hoje ministro aula de acessibilidade em uma universidade dessa cidade e tenho lutado para que algumas coisas se concretizem nessa área”, destacou Celia da Rosa, Representante do CREA. 

“Sou intérprete de libras, concursada há quatro anos e não tive nenhum aluno surdo até então. Atendi também alunos com deficiência visual, lutamos muito para buscar acessibilidade deles. Nós precisamos de respeito acima de tudo. Como profissional e como mãe de uma criança cadeirante. Tudo que consegui para o meu filho foi através de denúncia”, Catia Silene Veiga Lambert, do IFPR.

“Acredito que o atendimento das deficiências é um caminho muito longo. A pessoa não se sente bem, acaba ficando dentro de casa por não ter acesso. Montar um plano é realmente necessário, precisamos saber o que tem para ser cobrado”, destacou Ariane Sehnem, do Comitê de acessibilidade da Itaipu Binacional. Tahiana Borba, Chefe do Núcleo de acessibilidade da Unila, relatou “Tivemos uma servidora que foi embora por falta de acessibilidade de ir ao trabalho. Hoje na Unila temos 58 alunos deficientes e são vários tipos de deficiência, muito triste isso. A gente vê as pessoas com deficiência quando se deparam com as dificuldades acabam desistindo de lutar porque estão cansadas”.

Ricardo Azevedo, jornalista, ao usar a tribuna para manifestar sua posição sobre o tema em debate afirmou: “Acho que temos de parar com a falácia, cobrar as grandes empresas que faturam muito, os órgãos públicos e se não funcionar que as pessoas judicializem mesmo as questões.

O estudante João Paulo Angeli, foi enfático: As cidades violentam as pessoas com a falta de inclusão. Vamos falar de incluir as pessoas, nós vivemos em mundo de pluralidades. O contrato dos ônibus exige que os veículos tenham elevador para cadeirante e isso não é cumprido”. Tanto o Vereador Celino Fertrin (PDT), presente na audiência, quanto a proponente destacaram: “Precisamos da acessibilidade para com todos, é necessário que façamos o dever de casa”, finalizou a Vereadora Rosane Bonho (PP), afirmando que deve continuar na luta para que algumas medidas concretas sejam adotadas.

 
 
Tags da Matéria:   Câmara Foz; Acessibilidade; Audiência Pública; Direito de todos; Demandas
 

 
 

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