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24/11/2016 - 10:17
BOSQUE GUARANI
Proposição sobre criação de Centro de Triagem de Animais Silvestres foi deliberação do debate
Defesa da gestão pública do Bosque e diálogo com Foztrans para integração entre TTU e Bosque também foram pontos de discussão
Comunicação / CMFI


O debate a respeito da gestão do Bosque Guarani, realizado na noite da última quarta-feira (23), pela Câmara de Vereadores foi proposto e conduzido pelo Vereador Nilton Bobato (PCdoB) e deliberou algumas ações para dar continuidade ao que foi discutido na audiência pública. 
 
Diversos Biólogos, Secretário Municipal de Meio Ambiente, Secretário Adjunto de Segurança Pública, Empresários, Feirantes se fizeram presentes. Dentre as deliberações da audiência, o Vereador Nilton Bobato (PCdoB), propôs ao Vereador eleito Celino Fertrin, que participou da discussão, que ele fosse a partir de 2017 o porta-voz da solução de algumas questões apontadas que envolvem o Bosque Guarani.

“Proponho ao Celino que se crie um grupo de trabalho dentro da Câmara para continuar o debate ano que vem de como resolver o problema com técnicos, moradores do entorno, biólogos, para que busque a solução de que tipo de gestão devemos ter. A maioria das pessoas defende que a questão continue sendo pública, mas a questão do público é ter orçamento”, afirmou Bobato. 
 
Alexandre dos Santos, Associação de desenvolvimento e desenvolvimento de esportes radicais e ecologia- ADERE ressaltou “Temos várias formas de apoio. Entendo que temos de ampliar um pouco a discussão além do Bosque Guarani. Podemos pensar na criação de um centro de triagem de animais. Hoje no Brasil temos reposição de onças, de araras, isso faz com que eles retornem à natureza. Deixo a proposta em nome de algumas instituições que acompanho da gente estudar formas de planejar a cidade, não só dentro dos Poderes, mas interagindo com sociedade. Estamos nos tornando um polo Universitário, devemos conversar com as Universidades sobre criação de um Cetas”.

No tocante à questão levantada pela comunidade de que fosse criado em Foz do Iguaçu um Centro de Triagem de Animais Silvestres – Cetas. Em vista disso, o autor da audiência, destacou que “vamos tentar via requerimento buscar informações sobre essa questão da criação de um  Cetas. Devemos também reivindicar parceria com Foztrans para liberação de passe para que as pessoas possam sair do TTU e visitar o Bosque com bilhete integrado. Outra questão é a mudança do trânsito, dos ônibus, pelo menos em um trecho, sobre isso vamos propor reunião com Foztrans”, explanou o Vereador Nilton Bobato. 

Leandro Martins, Biólogo e Diretor geral da ONG Bioma Brasil, “acho que seria de fundamental importância pensarmos no Bosque Guarani área de lazer e educação ambiental. A questão do Cetas já há um interesse para trazer para Foz, mas precisa de liberação do IBAMA”. 
 
.: Modelo de gestão do Bosque :.

Emília da Costa Mendes, empresária e moradora da região do Jardim Festugato (bairro em que se localiza o Bosque), ressaltou que “o entorno do Bosque Guarani não é um local perigoso, as pessoas têm essa visão. A exemplo da Rodoviária eu acho que a gestão do Bosque deve ser privatizada de forma a permitir serviços melhores e não onerando o município. A retirada dos animais e melhora da qualidade de vida deles. Criar um modelo como Jardim Botânico de Curitiba seria uma ideia, instalar espaços de gastronomia, apresentações culturais. A limpeza entorno do Bosque Guarani está muito ruim. Poderíamos estudar o que fazer para melhorar também a iluminação e a falta de banheiros”. 
 
Acacildo Silveira Santiago, Secretário Municipal Adjunto de Segurança Pública, por sua vez, defendeu a gestão pública, “Acredito bastante na gestão pública do Bosque, acho que se bem administrada ela dá certo. Defendo que o Poder Público possa achar alternativas”. 
 
Celino Fertrin, Vereador eleito, defendeu o mesmo caminho da gestão pública como modelo de administração do espaço, “eu não conhecia o Bosque Guarani, estou há 16 anos em Foz. Confesso a vocês que depois desse despertar para audiência precisei conhecer o Bosque e fiquei surpreso com o bosque, fiquei maravilhado com a estrutura que existe lá. Vemos às vezes investimentos que não são feitos. Eu discordo da questão de privatização. Quando se fala público, somos todos nós juntos. A qualidade de serviços não está em cobrar para administrar. Parcerias são importantes se fazer. Eu sou de uma cidade que valoriza muito a natureza, de Maringá, a cidade cresceu, mas o Parque do Ingá não foi mexido, ele foi valorizado. Qual a melhor Universidade, por exemplo, a pública, porque ela é mantida com nossos impostos. Somos competentes para administrar as coisas”. 
 
Ângelo Mazzoti, Secretário Municipal de Meio Ambiente também falou em defesa de que o Poder Público administre, “também sou morador da vizinhança, defendo que a instituição pública possa gerir o Bosque, porque o tomador de decisão é o gestor público”.  
 
.: Situação Bosque Guarani e como melhorar o Local :.

Sidnei Oliveira, Biólogo do Bosque Guarani, fez uma explanação sobre a situação real do local e também a respeito das atividades que realizam. 
 
“Trabalho há 15 anos no local, sou servidor da Prefeitura. Espero que o Trade turístico também se interesse em divulgar o Bosque Guarani. Temos 60 espécies de árvores de interesse no local. Com a ideia do projeto do zoológico a área foi cercada, o zoológico tem aproximadamente 160 animais. Temos tartarugas, animais comprados dos Pet shops que as pessoas abandonam e nós pegamos para que eles não fiquem nas ruas. Temos centro de educação de ambiental de Foz que funciona lá dentro e temos quatro lagos. O Bosque é um local muito gostoso para se frequentar. 
 
Em 2015 tivemos 180 mil visitantes no ano, entre turistas, moradores, estudantes. 
Sobre a estrutura, o biólogo falou que ele é mantido pela Prefeitura, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “O Gasto médio é de R$140 mil anual em 2016 com alimentação grãos, carnes e hortifrúti. Com empresa terceirizada é com tratadores de animais o custo é de R$ 260 mil”.  
 
Dentre as funções desenvolvidas pelo Bosque, Sidnei destacou que estão: Educação Ambiental, visitas monitoradas de crianças com visitas. “O Centro de Educação Ambiental de Foz do Iguaçu funciona dentro do zoológico e tem papel de formação. Temos importante papel de conservação de espécie, nós recebemos animais oriundos do tráfico”. Segundo ele, também é realizada capacitação de estudantes de veterinária e engenharia ambiental.

Treinamento de funcionários. “Foi feita uma parceria com associação dos feirantes, entidade que está sendo criada, e o espaço foi cedido para realização da Feira. Nossos turistas às vezes não têm o que fazer, agora todos têm a feira, por exemplo, para ir sexta-feira à noite”, disse Sidnei Oliveira.  
 
“Pensei em integração entre o Bosque o Terminal, uma ideia que surgiu para que a gente estimule quem está no terminal possa sair por exemplo em um domingo e visitar o Bosque e voltar ao terminal sem precisar pagar nova passagem”. 
 
.: Tribuna :.
 
Gilberto Ivan dos Santos, do Movimento Cidade Unida Salvando Vidas, afirmou: “Me pergunto por que Foz não explora tanto esse ponto para o turista? Eu vi em Sapucaia em Rio Grande do Sul um Bosque no mesmo estilo muito bem cuidado. Acho que caberia para nós um zoológico de primeiro mundo”. 
 
Edenir witt falou “acredito que poderia ser feita uma inserção dessa feira no espaço interno. Devemos fazer a inserção entre população, animais e economia”. 
 
Eliana Cardoso , feirante, destacou “deve-se aproveitar o local de maneira adequada, fazer um espaço de arte para crianças, eu sou feirante e muitas crianças vão à feira e compram livro infantil”. 
 
Marcos Roberto afirmou “em 2007 quando cheguei a Foz fui conhecer o Bosque. Minha sugestão é de que o bosque seja potencializado como espaço cultural, ambiental. Me parece que o modelo zoológico é o problema. Talvez os animais de pequeno porte pudessem continuar ali. O que seria o ideal é que pudéssemos ter bosque e zoológico em pleno funcionamento. Minha sugestão é de que se mantenha a gestão pública, com o foco no bosque”. 
 
Tags da Matéria:   Câmara Foz; Cetas; Bosque Guarani; Animais silvestres; Gestão; Bosque; Zoológico
 

 
 

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